Eu tornei a voltar-me e determinei em meu coração saber, inquirir, e buscar a sabedoria e a razão, e conhecer a loucura da impiedade e a doidice dos desvarios. (Ec 7.25)
domingo, 23 de maio de 2010
domingo, 16 de maio de 2010
Cemitério
domingo, 21 de março de 2010
Avatar e a síndrome do invasor
segunda-feira, 8 de março de 2010
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Relações Homo Sapiens
O homem é inconcebível fora de um contexto relacional e sua identidade como pessoa se dá em função da sua interação com outros seres humanos e com o meio em que vive.
Nas palavras do filósofo Martin Buber, há dois tipos fundamentais de relações. A primeira se dá no nível eu/tu, e a segunda no nível eu/isso ou eu/coisa. A primeira descreve o encontro com pessoas, a interação entre elas que pode resultar numa convivência passiva, conflituosa, afetuosa, etc. Neste tipo de relação pode ser difícil aprender a conviver com a diferença e a respeitá-la ou mesmo aceita-la, mas é sempre possível, visto que se dá entre indivíduos potencialmente semelhantes e por natureza relacional. A segunda diz respeito à maneira como o homem se relaciona com o mundo inanimado, o mundo das coisas, dos objetos que o cercam e qual o valor que lhes é atribuído em função do seu uso e necessidade, às vezes indispensável ao ser humano, às vezes apenas satisfazendo a fins egoísticos.
Podemos arriscar, ao refletir sobre o pensamento de Buber, que o verbo ideal para descrever o primeiro tipo de relação seria o verbo amar, perfeito para descrever a ação das pessoas com relação a outras pessoas, e o verbo que deveria descrever o segundo tipo seria o verbo usar, mas isso quer dizer que devemos amar as pessoas e usar as coisas. Essa deveria ser a maneira correta de agir dos seres humanos, mas infelizmente tem acontecido o inverso. Na pratica, percebe-se que as pessoas têm amado as coisas e usado as pessoas, isso nos remete a outra questão: o domínio do ser e do ter.
Erich Fromm estudou profundamente estas duas modalidade de vida e, segundo ele, a forma predominante, principalmente na chamada sociedade ocidental, é o domínio do ter. A posse dos bens materiais tornou-se um fim obsessivo que para alcançá-lo não se mede esforços e nem se leva em consideração os meios, se são ou não legais, afinal, o consumismo é uma das características do homem moderno, e o optar pelo domínio do ser como modalidade de vida é visto como sinal de fraqueza ou covardia, o que nos mostra que na sociedade em que vivemos uma pessoa vale pelo que tem e possui e não pelo que é.
A função que o homem desempenha na vida e na sociedade é determinada pelo tipo de relação que ele mantém com o seu universo significativo. O problema é que os valores e as normas de condutas do homem atual estão gravemente comprometidos, devido há uma grande inversão de valores, na qual os objetos ocupam lugar superior à pessoa humana. Mesmo de uma maneira simples e abreviada podemos afirmar que há três tipos básicos de relações humanas que definem a posição do homem no mundo.
A primeira delas é a fé, a relação do homem com o transcendente. O transcendente aqui pode variar de pessoa para pessoa e, independente do valor reconhecido ou não que o individuo lhe atribua, ele desenvolve papel fundamental na função que o homem exerce no mundo. O segundo tipo de relação que condiciona a função do homem na vida e na sociedade é o matrimonio, no sentido de encontro com o semelhante, interação com ele, e também como a forma mais profunda de relação entre dois seres humanos. Em terceiro lugar temos a vocação, que expressa à relação do homem com a sociedade em geral, dando à vida senso de significado, propósito e objetivo.
No entanto, o fator mais importante na determinação da função da vida do homem é a sua identidade ou auto-imagem. Mas afinal o que significa a identidade psicológica de cada um de nós?
O homem desempenha diversas funções na sua vida e para cada uma dessas funções existe uma forma conveniente de se comportar e agir. Assim em face das diversas funções, cada qual com sua peculiaridade, há necessidade de um elemento nuclear que assegure no ser humano o senso de continuidade no tempo e no espaço. Esse elemento nuclear é a nossa identidade.
Dessa forma, resta ao homem definir o que realmente é significativo, significativo a tal ponto que possa moldar e dirigir suas ações e crenças. Creio realmente que quando isto for feito – essa mudança de pensamento – acontecer, então teremos dado um grande passo na construção de um mundo melhor, pois nossas crenças sempre moldarão nossas ações.
Desnaturais
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Minha extravagante língua portuguesa
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Servir e Proteger!
Mas uma vez acordo pela madrugada para outro dia de trabalho. Não me queixo por ter de acordar cedo e nem por ter que passar, rotineiramente, noites inteiras sem dormir. Beijo a família, os filhos, e me despeço mais uma vez como se fosse meu último dia.
Ponho o uniforme e me sinto temporariamente um herói, saindo com minha capa à prova de balas para proteger o mundo. Tão logo me desfaço dessas imaginações, percebo que lá fora o mundo real me espera, com milhares de problemas diários precisando de soluções.
É que sou policial militar. Talvez vocês não saibam, mas costumo cumprir com minhas obrigações. Caso contrário, quem paga a pena são vocês, que me pagam para protegê-los.
Mas o que é ser um policial?
Antes de tudo um forte! Talvez seja essa a melhor maneira de se definir alguém capaz de renunciar sua vida pública em prol da sociedade, alguém que se dispõe a trocar o conforto do seu lar e o aconchego de sua família pela segurança dos outros.
Ser policial é ser “humano”. Se colocar no lugar dos outros para compreendê-lo, é saber ouvir/agir.
Alguém que sofre pelos injustiçados, e que se alegra pela gratidão de alguns.
Eu diria que o policial é como uma árvore. Se ela for frutífera e produtiva, ela levará pedradas, mas se for estéril, passará despercebida. As pedras que nos são lançadas são inevitáveis, pois isso faz parte das nossas escolhas. Escolhemos essa profissão e temos que nos adaptar ao que advier dela. Só temos, então, que utilizar as pedras que nos são lançadas, como tijolos para a construção da nossa experiência.
sábado, 30 de janeiro de 2010
Infortúnio
domingo, 3 de janeiro de 2010
sábado, 2 de janeiro de 2010
Quem/o que sou eu?
- Um bípede sem penas? (Platão)
- Mais macaco que qualquer macaco? (Nietzsche)
- Um animal sociável? (Aristóteles)
- Um animal vicioso? (Moliere)
- O único animal que ri e chora? (William Hazlitt)
- Um ser (ou uma coisa, sei lá) que tem consciência de si? (Eu)
Tenho um corpo com 208 ossos e mais de 600 músculos, formado por 18 elementos, todos encontrados na natureza. Morowitz fez um estudo desses elementos e descobriu que o corpo humano vale mais de seis milhões de dólares. Muito não? Além do mais dizem que não sou apenas um corpo, mas apenas resido nele, sou algo imaterial: uma alma, espírito, tanto faz, algo que transcende a minha própria compreensão.
Assim, sou eu um grão de nada perdido na infinidade do universo, uma gota de água na imensidão do oceano, um simples cara como você, cheio de dúvidas e certezas, que sorri e chora, que ama e odeia, a mais bela contradição da natureza.
Assim, sou nobre simplesmente pelo que sou, independente do que faço ou tenho, sempre haverá um abismo entre mim e todas as demais ordens existentes, simplesmente porque posso indagar cônscio de mim: QUEM SOU EU?
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Bem vindo Ano Novo
domingo, 6 de dezembro de 2009
Nas Fronteiras do Coração
Eu queria transpor barreiras, chegar além do meu vago território pessoal. Escalar montanhas e cruzar vales, navegar em mares tempestuosos. Eu queria caminhar no deserto sentindo o sol abrasador a queimar minhas desilusões, ultrapassar a linha divisória do bom senso e chegar à dimensão onde as pessoas normais costumam trilhar.
Eu só queria ser livre, correr ao vento com os cabelos em desalinho, aprender o canto dos felizes... Queria sair do casulo sufocante que mantém minha consciência emaranhada em mil e uma divagações, entre paredes intransponíveis de ideologias alheias.
Mas eu descobri que sou limitado pelas minhas contradições. Sentimentos obscuros procuram enegrecer meu caminho, enquanto na minha alma uma luz parece “gritar” que não posso desistir.
Existe um muro, que minhas mãos ajudaram a construir, no meio da estrada. Os tijolos me foram lançados como pedras, por pessoas que não acreditaram na minha escalada. Um sentimento não identificado me faz amar, sem saber a que, me faz odiar, sem saber por que. E descubro que sou apenas um homem limitado que, aprisionado pelas convenções sociais, também fui cativo do coração.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Não chega nem a ser conversa de calçada
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
A Respeito das sogras
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Crise de AMOR
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Dia dos AMIGOS
Alguem me disse que hoje é o dia dos amigos, aí eu fiquei pensando que é super legal a gente ter um dia todo especial, assim como esse. Tem dia pra tudo que é comemoração: santo isso, santo aquilo, independencia disso, proclamação daquilo, então nada mais justo do que termos um dia só para nós, amigos! Por isso achei que devia dizer algumas palavrinhas pra vocês.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Menino Homem
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Complexidade
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Boba moça
Rico vocabulário
terça-feira, 30 de junho de 2009
Abre-te Sésamo!
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Reflexões da insônia
quarta-feira, 20 de maio de 2009
O preço da paz
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Exemplos


