"Veja um pouco do que há em mim, deixe um pouco do há em ti"

Eu tornei a voltar-me e determinei em meu coração saber, inquirir, e buscar a sabedoria e a razão, e conhecer a loucura da impiedade e a doidice dos desvarios. (Ec 7.25)

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Oração do Policial

Senhor,
Deste-me a missão de
 proteger famílias,
olhai pela minha enquanto cumpro minha árdua missão.
Dai-me hoje Senhor:
Astúcia para perceber;
Coragem para agir;
Serenidade para decidir.
Permita Senhor!
que em frações de segundos, possa decidir com
 justiça,
o que outros levarão horas para analisar e julgar;
Que os ignorantes compreendam minhas limitações e a complexidade do meu serviço;
que eu tenha sempre a certeza do retorno ao aconchego do meu lar;
que eu ande pelo vale da morte sem ser molestado,
mas se acontecer, não me deixe entrar em desespero;
e que meu inimigo seja meu precursor
Mas, se tombar, ó Senhor!
Que aconteça rápido,
e que seja cravado na sociedade,
que minha missão foi cumprida com
“DIGNIDADE, ACIMA DE TUDO!”
DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS POLICIAIS!!!
AMÉM!!! 

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

A criação de um quase herói

Formação dos Soldados 2009/2010


terça-feira, 24 de agosto de 2010

Melancolia

Já sinto a nostalgia de um tempo que não volta mais.


São lembranças do que eu viveria de novo, só para ter o prazer de novamente errar, e acreditar que realmente vivi...


Sem decepções não dá pra sobreviver, senão o que contaria aos meus netos?


Somente as intempéries moldaram meu caráter, e isso eu devo a todos os sofrimentos humanos, os quais não ultrapassamos pela contra-mão... 

sábado, 21 de agosto de 2010

Coisas chatas


Pessoas desagradáveis, essas que moram ao lado da minha casa. Hoje cismaram que tinham de ouvir Raul Seixas no volume máximo e me sobrou uma baita dor de cabeça. Não que eu não goste do Raul, mas é que, sabe, não é o momento apropriado. 

E por falar em desagradável, hoje conheci uma pessoa especialista em chatear os outros. Não é que a criatura passou todo o tempo em que estivemos juntos me tratando por criancinha? E não foi só a mim, estava no consultório (ela é médica) com umas cinco pessoas e todas saíram esbravejando com a tal.

"Sente-se aqui nessa cadeirinha, coloque o olhinho nessa maquininha que eu vou dar um soprinho... Leia aquelas letrinhas... não, aquelas outras, meu anjo... Isso, agora lave seu olhinho com aquela aguinha, enquanto eu vou te receitar uns remedinhos. Você vai lavar os olhinhos duas vezes ao dia com a aguinha e se não melhorar você volta". 

Espera que volto... 

Não bastava ter passado a manhã inteira numa fila para, já no final, a moça do caixa me informar que estava fechando e que voltasse depois do almoço?

Por essas e por outras coisas que estou com um terrível mau-humor. A cada meia hora passa um vendedor chato pela minha rua, com auto-falantes, oferecendo suas promoções... O pessoal da casa da frente não pára de bater com o martelo em, sei lá o que... Tem um coqueiro bem perto da minha janela que faz um barulhão quando o vento bate... 

É mole???

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Divagações

De repente caimos do pedestal. A vida bonitinha e correta que levamos parece ter um fim marcado, como a chama de uma vela que se esvai. Tudo passa numa velocidade estonteante. Num momento colhemos rosas, noutro nos ferimos em espinhos. É a lógica da vida: todo bem chama o seu mal. Parece-nos, às vezes, que o mal vem em quantidades maiores que o esperado, então nos desesperamos e, desapontados, maldizemos a tudo e a todos. Mas logo desistimos, sabendo que estamos longe de uma posível solução. Aliás, já descobrimos que soluções são difíceis, quando não impossíveis.
Em alguns momentos uma lucidez estranha passa a ditar nossa consciência, e nós vemos o lado "cor de rosa" das coisas. Tudo muito bonitinho, um sol brilhante nos aquece e nos conforta, enfim, a vida volta a ser bela. Até que do outro lado da rua, estirada numa calçada e envolta em sangue, a fatalidade nos acena e sorri. Voltamos a ficar céticos e possuídos por um pessimismo imponderável e aparentemente intransponível.
Por que a vida tem que ser assim, insensível e cruel com as pessoas que desejam simplesmente viver, mesmo já tendo abandonado seus sonhos e aspirações? Novamente percebemos que, assim como as soluções, as respostas não existem. Então o que fazemos? Nada. Se não há respostas, as perguntas deixam de existir, se não há soluções, então não há mais problemas. E tudo se resume em jogar no lixo nossas preocupações para vermos as coisas como elas são. Não podemos nos livrar do inevitável, e isso já não constitue mais um problema... É simples, não?

Desilusão

O coração sussurra palavras que fingimos não ouvir...
Não queremos acreditar em sonhos, os pensamos simples utopias.
Estamos fechados em redomas e delas não ousamos sair.
O topo é inatingível para se acreditar em escaladas...

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Só o silêncio...

Ela viu o grande incêndio que sonhara para sua vida se acabar em uma insignificante fagulha.
Quantas emoções se perderam no tempo, quantas utopias se formaram na sua frágil cabeça? Ela correu pela vida como o vento em noites de tempestade, a procurar por coisas perdidas nos recantos escuros do coração. Ela, que parou, como pára tudo que um dia cansa de ser o que é.
A sonhar coisas impossíveis, fez a longa caminhada a passos largos, entre flechas lançadas e intempéries. Amou muitos corações de pedra. Odiou alguns mediante generosa retribuição.
Foi o luxo de muitos e o desprezo de todos. Quantos, depois de míseros minutos, não partiram levando pedaços da esperança que ela tinha na vida?
Diante do temível e inevitável fim, imagens já quase de todo apagadas reconstroem uma existência de privações e preconceitos, onde a pequena, sem tréguas, é esmagada pelas convenções de uma sociedade que a abandonou.
Ela só queria um pouco de carinho (talvez um abraço apertado ou um simples aperto de mão), mas ganhou noites mal-dormidas e doenças ao amanhecer. Só queria um lar, mas ganhou apenas um quarto, onde vendeu sua vida para sobreviver.

domingo, 23 de maio de 2010

PTÓLATROS ANÔNIMOS

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domingo, 16 de maio de 2010

Cemitério

Na madrugada sombria o sinistro é meu companheiro. Por entre escombros, cruzes e árvores dantescas, a lua cheia não é a única a me observar com seus olhos frios e fantasmagóricos. Um ser que suspeito estrangeiro aos meus sonhos povoa as instâncias mais recônditas dos meus pensamentos e chega a sussurrar nos meus ouvidos um convite que não cogito aceitar. Vejo uma foice que brilha ao som do bater das asas de pássaros noturnos e me chamam pro além...

domingo, 21 de março de 2010

Avatar e a síndrome do invasor

Segue um texto bem legal, de Marina Silva, sobre o filme Avatar:
"Teve um momento, vendo Avatar, que me peguei levando a mão à frente para tocar a gota d´água sobre uma folha, tão linda e fresca. Do jeito que eu fazia quando andava pela floresta onde me criei, no Acre.
A guerreira na’vi bebendo água na folha como a gente bebia. No período seco, quando os igarapés quase desapareciam, o cipó de ambé nos fornecia água. Esse cipó é uma espécie de touceira que cai lá do alto das árvores, de quase 35 metros, e vai endurecendo conforme o tempo passa. Mas os talos mais novos, ainda macios, podem ser cortados com facilidade. Então, a gente botava uma lata embaixo, aparando as gotas, e quando voltava da coleta do látex, a lata estava cheia. Era uma água pura, cristalina, que meu pai chamava de água de cipó. E aprendíamos também que se nos perdêssemos na mata, era importante procurar cipó de ambé, para garantir a sobrevivência.
Me tocou muito ver a guerreira na’vi ensinando os segredos da mata. Veio à mente minhas andanças pela floresta com meu pai e minhas irmãs.
Ele fazia um jogo pra ver quem sabia mais nomes de árvores. Quem ganhasse era dispensada, ao chegar em casa, de cortar cavaco para fazer o fogo e defumar a borracha que estávamos levando. A disputa era grande e nisso ganhávamos cada vez mais intimidade com a floresta, suas riquezas e seus riscos.A gente aprendia a reconhecer bichos, árvores, cipós, cheiros. Catávamos a flor do maracujá bravo pra beber o néctar, abrindo com cuidado o miolinho da flor.
Lá se encontrava um tiquinho de mel tão doce que às vezes dava até agonia no juízo, como costumávamos dizer.
É incrível revisitar, misturada à grandiosidade tecnológica e plástica de Avatar, a nossa própria vida, também grandiosa na sua simplicidade. Sofrida e densa, cheia de riscos, mas insubstituível em beleza e força.
Éramos muito pobres, mas não passávamos fome. A floresta nos alimentava. A água corria no igarapé. Castanha, abiu, bacuri, breu, o fruto da copaiba, pama, taperebá, jatobá, jutai, todas estavam ao alcance. As resinas serviam de remédio, a casca do jatobá para fazer chá contra anemia. Folha de sororoca servia pra assar peixe e também conservar o sal. Como ele derretia com a umidade, tinha que tirar do saco e embrulhar na folha bem grande, que geralmente nasce em região de várzea.
Depois amarrava com imbira e deixava pendurado no alto do fumeiro para que o calor mantivesse o sal em boas condições.
Aprendi também com meu pai e meu tio a identificar as folhas venenosas que podiam matar só de usá-las para fazer os cones com que bebíamos água na mata.
O filme foi um passeio interno por tudo isso. Chorei diversas vezes e um dos momentos mais fortes foi quando derrubam a grande árvore.
Era a derrubada de um mundo, com tudo o que nele fazia sentido. E enquanto cai o mundo, cai também a confiança entre os diferentes, quando o personagem principal se confessa um agente infiltrado para descobrir as vulnerabilidades dos na’vi.
E, em seguida, a grande beleza da cena em que, para ser novamente aceito no grupo, tem a coragem de fazer algo fora do comum, montando o pássaro que só o ancestral da tribo tinha montado, num ato simbólico de assunção plena de sua nova identidade.
O filme também me remeteu ao aprendizado ao contrário, quando fui para a cidade e comecei a aprender os códigos daquele mundo tão estranho para mim.
Ali fui conduzida por pessoas que me ensinaram tudo, me apontaram as belezas e os riscos. E também enfrentei, junto com eles, o mal e a violência da destruição.
Impossível não fazer as conexões entre o mundo de Pandora, em Avatar, e nossa história no Acre.
Principalmente quando, a partir da década de 70 do século passado, transformaram extensas áreas da Amazônia em fazendas, expulsando pessoas e comunidades, queimando casas, matando índios e seringueiros. A arrasadora chegada do “progresso” ao Acre seguiu, de certa forma, a mesma narrativa do filme.
Nossa história, nossa forma de vida, nosso conhecimento, nossas lendas e mitos, nada disso tinha valor para quem chegava disposto a derrubar a mata, concentrar a propriedade da terra, cercar, plantar capim e criar boi. Para eles era “lógico” tirar do caminho quem ousava se contrapor.
Os empates, a resistência, a luta quase kamikaze para defender a floresta, usando os próprios corpos como escudos, revi internamente tudo isso enquanto assistia Avatar.
A ficção dialoga muito profundamente com a realidade. Seres humanos, sem conhecimento sensível do que é a natureza, chegam destruindo tudo em nome de um resultado imediato, com toda a virulência de quem não atribui nenhum valor àquilo que está fora da fronteira estreita do seu interesse imediato.
No filme, como o valor em questão era a riqueza do minério, a floresta em si, com toda aquela conectividade, toda a impressionante integração entre energias e formas de vida, não vale nada para os invasores. Pior, é um estorvo, uma contingência desagradável a ser superada.
Encontrei na tela, em 3D e muita beleza plástica e criatividade, um laço profundo e emocionante com a nossa saga no Acre, com Chico Mendes. E percebi que, assim como no filme, éramos considerados praticamente alienígenas, não humanos, não portadores de direitos e interesses diante dos que chegavam para ocupar nosso espaço.
É uma visão tão arrogante, tão ciosa da exclusividade do seu saber, que tudo o mais é tido como desimportante e, consequentemente, não deve ser levado em conta. É como se se pudesse, por um ato de vontade e comando, anular a própria realidade. Como se o que está no lugar que se transformou em seu objeto de desejo, fosse uma anomalia, um exotismo, uma excrescência menor.
E, afinal, essa arrogância vem da ignorância e da falta de instrumentos e linguagem para apreender a riqueza da diferença e extrair dela algum significado relevante e agregador de valor.
Numa inversão trágica, a diferença é vista apenas como argumento para subjugar, para estabelecer autoritariamente uma auto-definida superioridade. Poderíamos chamar tudo isso de síndrome do invasor, cujo principal sintoma é a convicção cega e ensandecida, movida a delírios de poder de mando e poder monetário, de ser o centro do mundo.
No Acre nos deparamos com muitos que viam nossos argumentos como sinônimo de crendices, superstição. Coisa de gente preguiçosa que seria “curada” pelo suposto progresso de que eles se achavam portadores. Por outro lado, também chegaram muitos forasteiros que, tal como a cientista de Avatar e o grupo que a seguiu, compreenderam que nosso modo de vida e a conservação da floresta eram uma forma de conhecimento que poderia interagir com o que havia de mais avançado no universo da tecnologia, da pesquisa acadêmica e das propostas políticas de mudanças no modelo de desenvolvimento que eram formuladas em todo o mundo. Com eles, trocamos códigos culturais, aprendemos e ensinamos.
Fiquei muito impressionada como esse processo está impregnado no personagem principal de Avatar. Ele se angustia por não saber mais quem é, e só recupera sua integridade e identidade real quando começa a se colocar no lugar do outro e ver de maneira nova o que antes lhe parecia tão certo e incontestável.
Sua perspectiva mudou quando viu a realidade a partir do olhar e dos sentimentos do outro, fazendo com que a simbiose presente no avatar, destinado a operar a assimilação e subjugação dos diferentes, se transformasse num poderoso instrumento para ajudá-los a resistir à destruição.
Pode-se até ver no filme um fio condutor banal, uma história de Romeu e Julieta intergalática. Não creio que isso seja o mais importante. Se os argumentos não são tão densos, a densidade é complementada pela imagem poderosa e envolvente, pelo lúdico e a simplicidade da fala. Se houvesse uma saturação de fala, de conteúdos, creio que perderia muito.
A força está em, de certa maneira, nos levar a sermos avatares também e a tomar partido, não só ao estilo do Bem contra o Mal, mas em favor da beleza, da inventividade, da sobrevivência de lógicas de vida que saiam da corrente hegemônica e proclamem valores para além do cálculo material que justifica e considera normais a escravidão e a destruição dos semelhantes e da natureza".

segunda-feira, 8 de março de 2010

domingo, 28 de fevereiro de 2010

"A vida é assim, como um emaranhado de coisas que a cada dia você vai tentando colocar em ordem, mas que, quanto mais tenta, mais você descobre que está se enrolando mais ainda. Então o que resta é viver sem medo de ser feliz."

Relações Homo Sapiens

O homem é inconcebível fora de um contexto relacional e sua identidade como pessoa se dá em função da sua interação com outros seres humanos e com o meio em que vive.

Nas palavras do filósofo Martin Buber, há dois tipos fundamentais de relações. A primeira se dá no nível eu/tu, e a segunda no nível eu/isso ou eu/coisa. A primeira descreve o encontro com pessoas, a interação entre elas que pode resultar numa convivência passiva, conflituosa, afetuosa, etc. Neste tipo de relação pode ser difícil aprender a conviver com a diferença e a respeitá-la ou mesmo aceita-la, mas é sempre possível, visto que se dá entre indivíduos potencialmente semelhantes e por natureza relacional. A segunda diz respeito à maneira como o homem se relaciona com o mundo inanimado, o mundo das coisas, dos objetos que o cercam e qual o valor que lhes é atribuído em função do seu uso e necessidade, às vezes indispensável ao ser humano, às vezes apenas satisfazendo a fins egoísticos.

Podemos arriscar, ao refletir sobre o pensamento de Buber, que o verbo ideal para descrever o primeiro tipo de relação seria o verbo amar, perfeito para descrever a ação das pessoas com relação a outras pessoas, e o verbo que deveria descrever o segundo tipo seria o verbo usar, mas isso quer dizer que devemos amar as pessoas e usar as coisas. Essa deveria ser a maneira correta de agir dos seres humanos, mas infelizmente tem acontecido o inverso. Na pratica, percebe-se que as pessoas têm amado as coisas e usado as pessoas, isso nos remete a outra questão: o domínio do ser e do ter.

Erich Fromm estudou profundamente estas duas modalidade de vida e, segundo ele, a forma predominante, principalmente na chamada sociedade ocidental, é o domínio do ter. A posse dos bens materiais tornou-se um fim obsessivo que para alcançá-lo não se mede esforços e nem se leva em consideração os meios, se são ou não legais, afinal, o consumismo é uma das características do homem moderno, e o optar pelo domínio do ser como modalidade de vida é visto como sinal de fraqueza ou covardia, o que nos mostra que na sociedade em que vivemos uma pessoa vale pelo que tem e possui e não pelo que é.

A função que o homem desempenha na vida e na sociedade é determinada pelo tipo de relação que ele mantém com o seu universo significativo. O problema é que os valores e as normas de condutas do homem atual estão gravemente comprometidos, devido há uma grande inversão de valores, na qual os objetos ocupam lugar superior à pessoa humana. Mesmo de uma maneira simples e abreviada podemos afirmar que há três tipos básicos de relações humanas que definem a posição do homem no mundo.

A primeira delas é a fé, a relação do homem com o transcendente. O transcendente aqui pode variar de pessoa para pessoa e, independente do valor reconhecido ou não que o individuo lhe atribua, ele desenvolve papel fundamental na função que o homem exerce no mundo. O segundo tipo de relação que condiciona a função do homem na vida e na sociedade é o matrimonio, no sentido de encontro com o semelhante, interação com ele, e também como a forma mais profunda de relação entre dois seres humanos. Em terceiro lugar temos a vocação, que expressa à relação do homem com a sociedade em geral, dando à vida senso de significado, propósito e objetivo.

No entanto, o fator mais importante na determinação da função da vida do homem é a sua identidade ou auto-imagem. Mas afinal o que significa a identidade psicológica de cada um de nós?

O homem desempenha diversas funções na sua vida e para cada uma dessas funções existe uma forma conveniente de se comportar e agir. Assim em face das diversas funções, cada qual com sua peculiaridade, há necessidade de um elemento nuclear que assegure no ser humano o senso de continuidade no tempo e no espaço. Esse elemento nuclear é a nossa identidade.

Dessa forma, resta ao homem definir o que realmente é significativo, significativo a tal ponto que possa moldar e dirigir suas ações e crenças. Creio realmente que quando isto for feito – essa mudança de pensamento – acontecer, então teremos dado um grande passo na construção de um mundo melhor, pois nossas crenças sempre moldarão nossas ações.

Desnaturais

Esse vídeo é muito legal, foi produzido por dois amigos meus... Confiram!
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domingo, 21 de fevereiro de 2010

Minha extravagante língua portuguesa

Ontem um professor me falava das variações da língua portuguesa e do uso da linguagem coloquial, e citava como exemplo a palavra corno. Segundo ele, Rui Barbosa (grande jurista brasileiro) jamais diria tal palavra. Para Rui, corno seria: indivíduo portador de dupla protuberância saliental em forma coloidal.
Foi aí que lembrei de uma boa estória (acho que virou folclore) do grande jurista:
Diz a lenda que Rui Barbosa, ao chegar em casa, ouviu um barulho estranho vindo do seu quintal. Chegando lá, constatou haver um ladrão tentando levar um de seus patos de criação. Ele se aproximou vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com seus amados patos, disse-lhe:
- Ahááá!!!! Bucéfalo anácrono!!!... Não o interpelo pelo valor intrínseco dos emplumados bípedes palmípedes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa. Se você o faz por mera necessidade, transijo; mas se é para simples zomba da minha elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-lhe-ei com minha bengala fosfórica, bem no alto da sua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que o reduzirei à qüinquagésima potência que o vulgo denomina insignificantes partículas atômicas!!!
E o ladrão, confuso, pergunta:
- Seu Dotô... Afinal eu levo ou deixo o pato???
Pense nisso...

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Servir e Proteger!

Mas uma vez acordo pela madrugada para outro dia de trabalho. Não me queixo por ter de acordar cedo e nem por ter que passar, rotineiramente, noites inteiras sem dormir. Beijo a família, os filhos, e me despeço mais uma vez como se fosse meu último dia.

Ponho o uniforme e me sinto temporariamente um herói, saindo com minha capa à prova de balas para proteger o mundo. Tão logo me desfaço dessas imaginações, percebo que lá fora o mundo real me espera, com milhares de problemas diários precisando de soluções.

É que sou policial militar. Talvez vocês não saibam, mas costumo cumprir com minhas obrigações. Caso contrário, quem paga a pena são vocês, que me pagam para protegê-los.

Mas o que é ser um policial?

Antes de tudo um forte! Talvez seja essa a melhor maneira de se definir alguém capaz de renunciar sua vida pública em prol da sociedade, alguém que se dispõe a trocar o conforto do seu lar e o aconchego de sua família pela segurança dos outros.

Ser policial é ser “humano”. Se colocar no lugar dos outros para compreendê-lo, é saber ouvir/agir.

Alguém que sofre pelos injustiçados, e que se alegra pela gratidão de alguns.

Eu diria que o policial é como uma árvore. Se ela for frutífera e produtiva, ela levará pedradas, mas se for estéril, passará despercebida. As pedras que nos são lançadas são inevitáveis, pois isso faz parte das nossas escolhas. Escolhemos essa profissão e temos que nos adaptar ao que advier dela. Só temos, então, que utilizar as pedras que nos são lançadas, como tijolos para a construção da nossa experiência.

Por isso não me importo por correr riscos diários nem por ser criticado por muitos. Sei que tenho o reconhecimento de alguns... E se não tiver, tenho a consciência do dever cumprido!

Pra não dizer que não falei das flores

Essa música revolicionou toda uma geração, é o máximo!
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sábado, 30 de janeiro de 2010

Infortúnio

Foi assim...
Um dia a pensar em você
Um dia a pensar em mim.
Sofri nas estradas da vida
E com o corção em pedaços
Até sorri das minhas feridas.
Como inspiração divina,
O seu olhar me encorajava
Mas como castigo de um anjo mau,
A consciência me condenava.
Também, pudera...
Por que raios fui me apaixonar pela mulher errada?

domingo, 3 de janeiro de 2010

Achei esse vídeo na net, muito interessante, e resolvi socializar... Confiram. video

sábado, 2 de janeiro de 2010

Quem/o que sou eu?

  • Um bípede sem penas? (Platão)
  • Mais macaco que qualquer macaco? (Nietzsche)
  • Um animal sociável? (Aristóteles)
  • Um animal vicioso? (Moliere)
  • O único animal que ri e chora? (William Hazlitt)
  • Um ser (ou uma coisa, sei lá) que tem consciência de si? (Eu)

Tenho um corpo com 208 ossos e mais de 600 músculos, formado por 18 elementos, todos encontrados na natureza. Morowitz fez um estudo desses elementos e descobriu que o corpo humano vale mais de seis milhões de dólares. Muito não? Além do mais dizem que não sou apenas um corpo, mas apenas resido nele, sou algo imaterial: uma alma, espírito, tanto faz, algo que transcende a minha própria compreensão.

Assim, sou eu um grão de nada perdido na infinidade do universo, uma gota de água na imensidão do oceano, um simples cara como você, cheio de dúvidas e certezas, que sorri e chora, que ama e odeia, a mais bela contradição da natureza.

Assim, sou nobre simplesmente pelo que sou, independente do que faço ou tenho, sempre haverá um abismo entre mim e todas as demais ordens existentes, simplesmente porque posso indagar cônscio de mim: QUEM SOU EU?

Novo Ano, Novos Desafios

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Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém...

Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim...
E ter paciência para que a vida faça o resto...
(William Shakespeare)